Sl. 51:1 (p-b) À sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.
Sl. 61:4; Anseio habitar no teu tabernáculo para sempre, e me abrigar no oculto das tuas asas.
Sl. 17:8 (p-b) Guarda-me como a menina do olho; esconde-me à sombra das tuas asas;
Sl. 36:7 Quão precioso é, ó Deus, o teu constante amor! Por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas.
Sl. 91:4 (p-b): Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro;
À sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades; (Sl. 51:1 p-b)
Calamidade é uma grande desgraça, ou uma desgraça pública e desgraça é infelicidade, miséria, angústia; Lendo todo o capítulo deste Salmo, entendemos que Davi estava vivendo um tempo de calamidades. Saul foi ungido por Deus, para ser rei de Israel e foi aceito pelo povo (1 Sm. 10:24); De todos os filhos de Israel, ele era o mais alto, e o mais belo (1º Sm. 9:2); Mas mesmo assim, estava naquele momento dominado pelo ciúme e inveja, e esquecendo-se de suas responsabilidades de rei (1 Sm. 23: 27) usava sua autoridade para caçar Davi pelos montes e cavernas como se Davi fosse um “bicho” (1 Sm. 26:21 p-b) Quanta desgraça! Que calamidade! Pela situação ridícula de Saul, e pela miséria de Davi, que para fugir da fúria de Saul, se fez passar até por “doido” e “babava” molhando sua barba (1 Sm. 21:13).
E hoje, somos nós que estamos vivendo um tempo de calamidades e precisamos como Davi, nos abrigarmos à sombra das asas de Deus, até que passem; É uma calamidade a falta de amor, a violência, o tráfico, as drogas, a impunidade, a prostituição, a degeneração dos valores éticos morais, sociais, familiares, a destruição do nosso planeta; Meu Deus! Que calamidade! A indiferença causada pela frieza da falta de amor gera revolta, esta gera violência, que gera o ódio, e o ódio sufoca o amor e este círculo vicioso vai levando esta geração a um poço sem fim e sem volta; Só Deus pode mudar isso, a situação está sem controle; Diante de tudo isso, sentimo-nos desanimados de orar por tantos problemas insolúveis, mas enquanto a igreja de Cristo estiver aqui na Terra, será sempre o equilíbrio nas calamidades, para que tudo não desabe de vez, pois através de sua oração Deus apontará saídas que só Ele pode dar; Ele mostrará soluções para aqueles que têm boa vontade, compromisso com o que é justo, bom, útil; Pessoas de fé, coragem e amor.
No livro de Mt: 24:12 está escrito que por se multiplicar a iniquidade, o amor de quase todos esfriaria; E quando paramos para pensar na gravidade da falta de amor, ficamos muito preocupados, porque isso traz um grande prejuízo para a nossa vida, nossa família, para nossa sociedade; Quando falamos da falta de amor, parece que se trata apenas de uma questão de “carência” emocional, mas é muito mais que isso, muito mais grave; A falta de amor está levando a humanidade a viver tempos de calamidades; Quando Jesus falou sobre essas coisas, não determinou que tudo isso acontecesse, mas conhecendo o coração do homem, sabia em qual situação ele estaria hoje; Conhecendo a inclinação do seu coração, via uma geração em que a maioria estaria voltada para si própria, para a luxúria, riqueza, posição social, esquecendo-se do amor, o verdadeiro valor, e como consequência, tornando-se pessoas orgulhosas, incrédulas e sem temor a Deus.
Mas existe um povo que clama pelo Deus vivo, que chama pelo seu Nome e busca abrigo debaixo das suas asas até que passem as calamidades; (Sl. 61:4); Esse povo anseia estar na casa de Deus, porque é o lugar em que as suas asas estão estendidas na sua plenitude, é o lugar onde é mais “quentinho” e mais seguro; Se observarmos uma galinha com seus pintinhos, eles ficam debaixo das asas da mãe, felizes e protegidos do sol e da chuva; Mas quando já estão “crescidinhos” eles se arriscam ir um pouco mais longe da mãe; E quando a mãe percebe o perigo de um gavião que se aproxima, ela emite um som de alerta, de um jeito que eles conhecem muito bem, e sabem que estão correndo perigo e imediatamente buscam abrigo debaixo das asas da mãe, mas aqueles que estão longe demais se escondem como podem, debaixo de arbustos, se enfiam no capim; E o gavião dá uma rasante, e consegue muitas vezes agarrar algum, para tristeza da mãe, mas aqueles que estão debaixo das suas asas, ficam salvos.
Assim devemos estar, salvos, protegidos, no oculto das suas asas, “bem no centro”, na “casa de Deus”; As suas asas alcançam uma longa distância, mas temos que ter o cuidado de estar em um ponto, no qual possamos ouvir a sua voz de alerta, quando nos avisar do perigo.
Ele nos protege como a menina do seu olho; Quando nos deparamos diante de algum perigo, imediatamente fechamos os olhos, e ainda levantamos o braço protegendo o rosto na direção dos olhos; Assim Deus nos protege dos perigos;
Guarda-me como a menina do seu olho; e na sombra das tuas asas; (Sl. 17:8 p-b) Debaixo das suas asas também tem sombra para o sol escaldante do deserto, na nossa caminhada.
Sabe qual a explicação para tanta segurança debaixo das suas asas? Por causa do seu constante e grande amor! Por isso os filhos dos homens se abrigam debaixo das tuas asas (Sl. 36:7), é por causa deste perfeito amor! Em (1 Jo. 4:18) está escrito que o verdadeiro amor lança fora todo medo; Debaixo destas asas, não temos medo de nada! Pode o mundo virar de “cabeça para baixo” estaremos seguros, protegidos, até que passem as calamidades; Glória a Deus! Para nós que esperamos em Deus, as calamidades irão passar;
Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro! (Sl. 91:4 p-b) Para sempre! Amém!
(Escrito por Terezinha Rocha)